Existe uma frase muito repetida em gestão: "o que não é medido não é gerenciado". Na logística isso é especialmente verdade.
Sem números, a empresa só tem impressões: "acho que as entregas estão atrasando", "parece que o estoque está alto". Com números, ela sabe: "12% das entregas atrasaram este mês".
Para isso servem os indicadores de desempenho, também chamados de KPIs (Key Performance Indicators). Eles ajudam a:
- Saber se a operação está indo bem ou mal.
- Encontrar problemas antes que virem crise.
- Comparar um mês com outro e ver se houve melhora.
- Definir metas claras para a equipe.
Veja como isso funciona na prática, num exemplo ilustrativo. A empresa mede e descobre que 12% das entregas atrasaram. Investiga e percebe que quase todos os atrasos estão numa mesma rota. Age: muda o horário de saída dos caminhões dessa rota. E mede de novo, para ver se os atrasos caíram. Sem o número, nada disso teria começado.
Um bom indicador precisa ser simples de entender, fácil de calcular e ligado a uma decisão. Não adianta medir algo que ninguém vai usar.
Teste rápido, esse é um bom indicador?
- O percentual de entregas no prazo, revisado toda semana: sim.
- O número de folhas impressas no armazém, que ninguém olha: não, ele não leva a nenhuma decisão.
- Uma fórmula complicada que só uma pessoa entende: não, precisa ser simples.
Para lembrar: Indicador transforma "eu acho" em "eu sei".