Roteirização é planejar o melhor caminho para fazer as entregas. Parece simples, mas com 30 entregas num dia, a ordem das paradas faz enorme diferença no tempo e no combustível.

Uma boa roteirização considera:

  • Distância entre os pontos.
  • Trânsito e horários de pico.
  • Horário em que cada cliente pode receber.
  • Capacidade do veículo (peso e volume).

Hoje existem softwares que fazem esse cálculo automaticamente. Aplicativos de navegação, como Waze e Google Maps, mostram o melhor caminho de um ponto a outro. Decidir a ordem de dezenas de entregas, respeitando horários e a capacidade do caminhão, já é trabalho de um software de roteirização.

O frete é o preço pago pelo transporte. Ele costuma ser calculado com base em:

  • Peso ou volume da carga (o que for maior). A transportadora transforma o volume (comprimento × largura × altura) num "peso" usando um fator de conversão; esse é o peso cubado. Depois compara com o peso real e cobra pelo maior. Por isso uma carga leve mas grande, como travesseiros, paga pelo volume: ela pesa quase nada, mas ocupa um espaço no caminhão que poderia levar outra carga.
  • Distância percorrida.
  • Valor da mercadoria, por causa do seguro.
  • Taxas extras, como pedágio, carga perigosa ou entrega agendada.

Teste rápido, o que mais pesa no frete em cada caso?

  • Uma entrega numa cidade a dois mil quilômetros: a distância.
  • Uma carga de joias: o valor da mercadoria, por causa do seguro.
  • Uma caixa enorme de bichos de pelúcia: o volume, pelo peso cubado.

Para lembrar: Roteirização define o caminho; frete é quanto esse caminho custa.

Para saber mais: NOVAES, Antonio Galvão. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. 3. ed. Elsevier, 2013 (roteirização).