O Just in Time (JIT), que significa "no tempo certo", nasceu na Toyota, no Japão. A ideia é produzir e receber materiais apenas quando eles forem necessários, nem antes, nem depois. Assim o estoque fica no mínimo possível.

Para o JIT funcionar, é preciso:

  • Fornecedores muito confiáveis e, de preferência, próximos.
  • Qualidade alta, porque não há sobra para cobrir defeitos.
  • Comunicação rápida entre os setores.

O Kanban é uma das ferramentas do JIT. A palavra japonesa quer dizer algo como "placa" ou "cartão de sinalização". Funciona assim: quando um setor usa uma caixa de peças, ele envia um cartão ao setor anterior, que repõe só aquela caixa. É o consumo que "puxa" a produção.

Um exemplo do dia a dia: o quadro de tarefas com colunas "A fazer", "Fazendo" e "Feito" (como no Trello) é inspirado no Kanban.

O JIT economiza, porque reduz o dinheiro parado, o espaço e as perdas. Mas cuidado: ele deixa a empresa mais vulnerável. Se uma peça deixa de chegar, a produção para logo, porque quase não há reserva. Em 2021, por exemplo, a falta mundial de chips (semicondutores) fez montadoras no Brasil, como a Volkswagen, pararem fábricas por vários dias. Quem trabalha com estoque mínimo sente esse tipo de falta mais rápido.

Teste rápido, isso combina com JIT?

  • Um fornecedor do outro lado do mundo, que atrasa muito: não, o JIT precisa de fornecedor confiável e próximo.
  • Uma lanchonete que só monta o lanche depois do pedido: sim, ela produz quando precisa.
  • Uma fábrica com muitas peças com defeito: não, no JIT não há sobra para cobrir defeitos.

Para lembrar: JIT = só o necessário, só na hora. Kanban = o cartão que avisa quando repor.

Para saber mais: Toyota Production System, na página da Toyota (em inglês).