Um bom fornecedor faz a empresa funcionar; um ruim pode parar tudo. Por isso, escolher fornecedor não é só olhar o menor preço. Um fornecedor barato que atrasa ou entrega com defeito pode sair bem caro no final.

Critérios mais usados na escolha:

  • Preço e condições de pagamento: quanto custa e em quantas vezes dá para pagar.
  • Qualidade: o produto atende o que foi pedido, sem defeitos?
  • Prazo de entrega: entrega rápido e cumpre o combinado?
  • Confiabilidade: tem boa reputação e saúde financeira?
  • Atendimento: resolve problemas com rapidez?

Depois de escolhido, o fornecedor precisa ser avaliado de tempos em tempos. Muitas empresas dão notas de 0 a 10 em cada critério e acompanham a média. Algumas dão pesos diferentes aos critérios: para um restaurante, por exemplo, qualidade e prazo podem valer o dobro do atendimento. Quem vai mal recebe um alerta; quem vai bem pode ganhar mais pedidos.

Veja um exemplo com notas ilustrativas:

CritérioFornecedor XFornecedor Y
Preço97
Qualidade59
Prazo49
Confiabilidade68
Atendimento68
Média6,08,2

O fornecedor X é o mais barato, mas vai mal em qualidade e prazo. O Y é um pouco mais caro, mas vai bem em todo o resto, e a média dele é bem maior.

Exemplo: um restaurante pode pagar um pouco mais caro num hortifrúti que entrega todo dia às 7h com verduras frescas, em vez de um mais barato que atrasa e manda produto murcho. No fim, o barato sai caro: comida ruim e cliente insatisfeito.

Teste rápido, de qual critério estamos falando?

  • O fornecedor parcela em três vezes sem juros: preço e condições de pagamento.
  • A caixa chegou amassada e com peça faltando: qualidade.
  • O fornecedor resolveu a troca no mesmo dia: atendimento.

Para lembrar: O melhor fornecedor não é o mais barato, é o que entrega o melhor conjunto de preço, qualidade e prazo.

Para saber mais: DIAS, Marco Aurélio P. Administração de materiais: uma abordagem logística. 7. ed. Atlas, 2019 (capítulo sobre compras e fornecedores).