Toda empresa, em algum momento, precisa decidir: eu mesmo faço isso ou compro pronto de alguém? Essa decisão é chamada de make or buy. Em inglês, make é fazer e buy é comprar.
Vale a pena fazer quando:
- Aquilo é essencial para o negócio e diferencia a empresa.
- A empresa tem conhecimento e estrutura para fazer bem.
- Depender de terceiros seria arriscado.
Vale a pena comprar quando:
- Outra empresa faz melhor e mais barato.
- Não é o foco principal do negócio.
- Montar a estrutura sairia muito caro.
Exemplo: uma montadora de carros costuma fabricar o motor (é o coração do produto), mas compra pneus, vidros e bancos de fornecedores especializados.
Na hora de decidir, dá para seguir quatro perguntas:
- Isso é o nosso diferencial? Se for, a tendência é fazer.
- A gente sabe fazer bem? Tem conhecimento e estrutura?
- Quanto custa fazer, e quanto custa comprar?
- Seria arriscado depender de um fornecedor para isso?
E um detalhe: a decisão pode mudar com o tempo. Se o fornecedor começa a falhar, ou se a empresa cresce e passa a ter estrutura, vale a pena refazer a conta.
Teste rápido, uma pizzaria deve fazer ou comprar?
- A massa da pizza: fazer, é ela que diferencia a pizzaria das outras.
- A limpeza do salão: comprar, contratando uma empresa, porque não é o foco do negócio.
- As caixas de papelão: comprar, uma fábrica de embalagens faz melhor e mais barato.
Para lembrar: Faça o que é seu diferencial; compre o resto de quem faz melhor.
Para saber mais: DIAS, Marco Aurélio P. Administração de materiais: uma abordagem logística. 7. ed. Atlas, 2019.